INGREDIENTE

Absoluto de Cumaru (Dipteryx odorata Seed Extract)

Dipteryx odorata

Aroma doce
34
Produtos com esse ingrediente

O absoluto de cumaru é um ingrediente de perfumaria valorizado devido ao seu aroma doce e reconfortante. Também é conhecido por ajudar a reduzir a inflamação.

Descrição

Descrição

Uma vez que o fruto está maduro, as sementes são removidas e embebidas em álcool. Elas incham, e depois são removidas e secas. Enquanto secam, uma geada branca aparece na superfície. Isso foi identificado pela primeira vez em 1820 como cumarina.

À temperatura ambiente, o absoluto é sólido, castanho e tem um aroma doce de baunilha.

O absoluto de Tonka é obtido a partir das sementes do fruto da árvore Dipteryx odorata. Esta árvore alta pertence à família de plantas de leguminosas (Fabaceae). Pode crescer até 120 pés de altura e tem frutas pretas. As árvores podem ser encontradas na Costa Rica, Brasil e Peru.

 

Visualização instantânea

Visualização instantânea

Benefício
Dá um perfume maravilhoso
Época de colheita
Maio e Dezembro
Origem
Brasil
Absoluto de Cumaru (Dipteryx odorata Seed Extract) podem ser encontrados nestes produtos
34
Produtos com esse ingrediente
Absoluto de Cumaru (Dipteryx odorata Seed Extract) podem ser encontrados nestes produtos
Promoção
Creme de Barbear
Acabe com o desconforto do barbear
R$27,50
100g
Promoção
Esfoliante Corporal
Esfolia agora
R$59,50
400g
Bomba de Sal de Banho
Pedaço de mau caminho
R$36,60
Cada
Exclusivo Online
Massinha de Limpeza
Um mergulho na infância
R$23,00
Cada

DESTAQUE

Curiosidades sobre o cumaru: salvando a Amazônia com pequenos feijões

Quando você pensa na Floresta Amazônica, você deve lembrar de várias árvores. Uma variedade rica de pássaros tropicais e vida selvagem, onças, antas, macacos e muitos outros insetos. Talvez você pensa em desmatamento. Nos anos recentes, a consciência global da situação enfrentada pela maior floresta do mundo cresceu.

O que for que você estiver pensando, provavelmente não é no cheiro doce do cumaru, muito menos em sorvete, doces e fragrâncias. Mas no Brasil, no meio da Floresta Amazônica, comunidades indígenas colhem essa fava aromática. Isso não oferece a eles apenas uma renda adicional, mas ajuda a proteger as árvores da floresta de serem derrubadas para a serralheria, para dar lugar a fazendas de gado, mineração ou para exploração da madeira.

O cumaru é a fruta da árvore gigante cumaru (um membro da família da ervilha), que cresce até mais de 30 metros de altura. O cumaru tem muitos usos na comida, fragrância e em itens farmacêuticos. Ainda mais, ele faz parte de uma cultura não destrutiva que cresce ao longo de uma escala ampla de plantas de vegetações. Ao coletar e secar esses feijões cheirosos, comunidades indígenas podem ter acesso a uma renda adicional, enquanto ajudam a regenerar e proteger a Floresta Amazônica.

A Amazônia é a maior floresta tropical do mundo, que se espante sobre oito países na América do Sul, com quase 80% de seu território localizado somente no Brasil. Milhares de pessoas, especialmente grupos indígenas, dependem da subsistência de comidas, recursos e medicamentos. Além disso, nos últimos 40 anos, um quinto da floresta foi desmatada. Para ajudar a protege-la, a legislação governamental e proteção foi colocada em ordem e a taxa de desflorestamento diminuiu desde 2004. Entretanto, o governo pode ser fraco na região e o desmatamento ainda acontece.

Talvez as áreas onde a floresta é mais densa são aquelas que as comunidades indígenas habitam, as quais o mundo externo é proibido de afetar. Enquanto forem as únicas pessoas permitidas por lei para cortar árvores, as áreas onde há indígenas continuam a florescer.

No Brasil, terras indígenas constituem um formulário legal de área protegida, o que significa que os habitantes indígenas têm direitos permanentes e exclusivos a seus territórios tradicionais. Legalmente, nenhum intruso ou indústria têm permissão de adentrar o terreno ou destruir o ecossistema da floresta, no qual a cultura indígena e seus meios de subsistência se baseiam.

A compradora da Lush, Lívia Fróes, explica: “A terra indígena é muito mais florestal do que a terra não protegida. Fora da fronteira da terra protegida, há fazendas e monoculturas. Esses locais não são reconhecíveis como Amazônia. Dentro da fronteira pode-se ver as árvores que são encontradas na floresta. É aí que começa a terra indígena. São locais bem distintos”.

“Ter a terra dos indígenas protegida por lei federal significa que as fazendas não podem crescer mais e mais com a soja ou qualquer outra monocultura. A proteção funciona como escudo. Ninguém pode entrar lá e cortar árvores, apenas grupos de índios legais podem viver nessas áreas”.

Entretanto, a regulação não protege a floresta completamente. O reforço da lei pode ser fraco ao longo da região vasta e as ameaças aos territórios indígenas e outras áreas protegidas continua a se intensificar: exploração ilegal da madeira e extração de outro, bem como a usinas hidrelétricas e até mesmo lutas políticas representam riscos para os territórios.  

Para deter esses riscos, organizações não governamentais (ONGs) estão trabalhando com tribos indígenas para empoderar o povo local e proteger suas terras contra ameaças.

Adriano Jerozolimski da Associação Floresta Protegida explica: “Grupos indígenas são a garantia do futuro brasileiro e mundial. No Brasil, há 252 povos indígenas com uma diversidade incrível de conhecimento sobre florestas, rios e formas de organização que podem inspirar – e já são inspiração – o próximo passo de organização local e sociedades globais".

“Analisando as proporções de florestas e rios preservados hoje, é muito fácil ver que onde há indígenas e outros povos tradicionais, há floresta! O papel dessas populações em conservar e aumentar a biodiversidade é a chave para o futuro!”.

Uma estratégia importante é ajudar as comunidades indígenas a ganharem acesso aos mercados para seus produtos não madeireiros colhidos de forma sustentável. Isso, para que eles possam gerar a renda necessária para comprar os produtos manufaturados, dos quais eles dependiam de contato com a sociedade externa. As ONGs têm um papel importante ao explicar a cultura capitalista estrangeira da sociedade externa para os grupos, além da natureza das ameaças que eles encaram.

A renda sustentável de produtos florestais selvagens, como o cumaru, em combinação com informações, suporte para monitoramento e vigilância territorial, é a chave para a persistência de territórios e culturas indígenas intactas nas vastas áreas da Amazônia brasileira.

As fontes de curmaru da Lush são diferentes comunidades que habitam próximo à bacia do rio Xingu, situado na região sudeste da floresta brasileira – uma área importante para a biodiversidade no Brasil. A compradora Livia explica que, ajudando o comércio regenerativo na área, as comunidades indígenas e a floresta tropical são preservadas. “O território Xingu é um indicador forte da variedade ambiental da floresta amazônica, uma vez que constitui um dos conjuntos mais extensos de áreas interligadas protegidas do mundo. Há uma grande diversidade ambiental, que engloba dois biomas (a Amazônia e o Cerrado), com centenas de paisagens florestais, e que abriga várias comunidades com diferentes culturas e línguas".

O cumaru é colhido pelas comunidades Kayapó que são representadas por três ONGs locais, a AFP, Instituto Kabu e Instituno Raoni (www.institutorauni.com.br). As ONGs Kayapó, junto a outros povos tradicionais da bacia do rio Xingu e seus parceiros, participam de uma Certificação de Origem integrada e inovadora chamada Origens Brasil, liderada pela ONG Imaflora. A venda do cumaru é coletada no solo durante estação seca (entre junho e setembro). Ela provou ser um rendimento alternativo importante para as comunidades.

Os cumarus caem do alto das árvores, são coletados do chão da floresta e trazidos para a aldeia, onde são extraídos manualmente de suas conchas. Depois, eles são deixados ao sol para secar, ganhando uma cor marrom profunda durante o processo. Os feijões doces, que cheiram a uma baunilha apimentada, são então reunidos e levados a instalações de estoque nas cidades locais de onde são embalados e enviados para a Lush do Reino Unido.  

A Lush compra cumaru diretamente da comunidade que os colhe, evitando fornecedores intermediários que ganham parte do lucro. Além disso, a Lush se empenha em pagar as comunidades com uma quantia inicial por sua tonelada, em vez de esperar até que as mercadorias sejam enviadas ao continente. Isso significa que as comunidades ganham o dinheiro esperado o mais rápido possível, encorajando-os a continuar com o seu empreendimento anual e com o cultivo da floresta. Dessa forma, enquanto você se delicia com o seu produto docinho de cumaru, você pode ter certeza de que está ajudando a estabilizar o comércio sustentável dentro da Amazônia também. Doce, né?

Associação Floresta Protegida (comunidade indígena dos Kayapós) - LUSH Brasil